domingo, 9 de novembro de 2014

Veneno.

Veneno
Sela meus lábios com os teus, sela meus lábios com os teus e grita que serei eternamente seu.
Sela meu lábios com os teus, e deixa que o veneno doce escorra em minha boca.
Sela meus lábios com os teus e tira de mim o ar para que não possa respirar.
Deixa que teu veneno me encha de desejo.
Desejos da carne.
Desejos da alma.
Sela meus lábios com os teus e rouba minhas lembranças, meu passado.
Rouba de mim as expectativas, para que não aja futuro.
Rouba de mim o medo, para que aja apenas seus beijos.
Faz que me esqueça de quem sou, e esqueça quem es.
Por que só existe quem somos.
Por que só existe o agora.
Somos o presente.
Embriagados de veneno.
Daquele para o qual não existe antídoto.
Daquele cuja pena e a loucura.
E cuja o preço e a morte.
Envenena-me.
Pois de bom grado me integra a teus lábios.


B.M.  

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