domingo, 9 de novembro de 2014

O Perfeito.

Dia após dia esperei sonhador.
Por uma amor que não veio.
Por uma virtude esquecida.
Por uma companhia apaixonada.
E olha onde estou?
E vejam todos quem eu sou?
Todos os dias me fiz do melhor.
Dos sonhos ao pó.
todos os dias sempre seguindo honra e amor.
Coragem e lealdade.
E onde isso me levou.
Eu sou o único de minha espécie.
Esquecido cavaleiro solitário.
Sem brasão, sem estandarte.
Em minhas armas.
Essas não passam de devaneios e palavras.
Do cálice que me embriaga.
Das virtudes e da farsa.
De ser um nobre entre plebeus.
Meu sangue é tão vermelho quanto o seu.
Mas eu sou o único de minha espécie.
Eu sou o único desolado.
Esquecido e detestado.
Isso quando não motivo de piada.
Por acreditar em frases como lealdade.
E eu sou o único mas que surpresa ham!
Pois os outros foram devorados por um mundo desleal.
Por lobos e pelo chacal.
Que se escondem nas trevas.
Raposas ardilosas e ervas perigosas.
Que se disfarçam .
Nos enredam e por fim atacam.
Com presas longas e garras afiadas dilacerando nosso peito.
E eu sou o perfeito.
O idiota perfeito que se entrega nu gracejo.
De ajoelhar-se ante o altar.
Que por fim sua tumba cela-rá.
B.M.


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