domingo, 9 de novembro de 2014

O graal.

O graal.
O sangue de deus, tratado como objeto.
Agora descaça, escondido em nevoas, em brumas que trilham caminhos ocultos...
E nas loucuras do homem, tesouro e riqueza, gloria e poder, se confundem sem distinção.
Ganância apodera-se de corpos e almas na mais sagrada busca.
E com sua benção pequemos, uns contra os outros, matemos uns aos outros, e por fim só o digno vivera.
Banhado em rios carmesins do sangue dos hereges que atravessarem seu caminho.  E ele erguerao divino graal.
E dele a benção do poderoso.
Transbordará, como o sangue de seu herdeiro, que na cruz padeceu, e cuja o receptáculo dos céus aparou o derramamento de todo o seu sofrimento.
Trazendo ao pútrido pecador, assassino sem valor, detentor das virtudes da morte, o herlequim, cavaleiro do caído, a benção dos céus.
O graal, e sua igreja fajuta, que usaram com desculpa, seu conhecimento, seu dever comotrilhas de poder, transformar-se e enriquecer.  Excomungando-me por ser leal ao coração fiel.

E por tanto sou, o herege pecador de trilhas de dor, sem sangue cauterizando a pele, do ferro e brasa á roda e dela a fogueira, para que os santos assistam meu retorno as trevas e ao inferno, enquanto o caído escarnece e sorri pelo mundo transtornado e destorcido que vi.

B.M.

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