domingo, 9 de novembro de 2014

Inexistência

Eu esperei velo novamente...
Mais ele não veio.
Fiquei aqui sentado imaginando como seria sentir uma vez mais o terno toque da brisa.
Os quentes raios de sol...
Mas não pude, e através do buraco no teto, pouco mais que uma iluminação cinza passava.
E gotas de agua e ferrugem, pingavam ruidosamente dia e noite.
Fazendo com que o desejo de ser surdo a cada dia se tornasse mais intenso.
E é aqui que estou! Preso nesta cela, vestindo nada além de trapos, rasgados e ensanguentados.
Sou prisioneiro, de mim e de minha consciência.
Mas o sol a essas catacumbas não chega.
Nem o toque da brisa.
Mas é frio e solitário.
Quase torturante.
E se não fosse o alento de escrever.
Insuportável seria.
Mas há esperança.
Acho ao menos, há esperança.
E por ela vivo.
Dia a pós dia.
Em decadente existência indistinta da inexistência.

B.M.

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