domingo, 9 de novembro de 2014

Fantasmas.

Fantasmas.
Eu... Eu sou... Aquele que é visitado pelos espectros, sombras, fantasmas se preferir, de amores que nunca vivi, de amores com os quais sonhei e desejei avidamente tê-los em meus braços, mas sem nuca tê-los vivenciado.
E em seu lugar a noite em meu leito, deito-me com o frio, e dele dedos longos espremem o que restou de uma massa desforme e sangrenta que se retorce e se contorce bombeando cada vez mais e mais veneno para o resto do meu corpo.
A agonia que se reflete no dia, causando em terceiros, sentimentos que jamais serei campas de corresponder, já que não há mais um coração, mais a luz do sol torna suportável os tormentos, e oro para não causa-la as dores que sito, para que não tenha a mesma pena que me foi dada,  pois é a noite... em que eles aparecem, como fantasmas que são, visões, recordações, lembranças, que mi iludiram e desesperaram, de forma tão alucinante que esqueci...
Esqueci... e é a noite que os vejo, sacudindo suas corrente, é a noite que os vejo urrar, clamando por minha atenção, e neste vale, a única coisa que os abita são eles, e é claro eu, numa casa de adobe, com telhado decadente, por onde frestas de luz passam tão impunes de sua traição, e as gotas de chuva vem tornar mais sonora minhas lamurias.

E como alento olho céus como os de hoje, escuros, sem nuvens, sem luar, pois a muito deixei de merece-la , ela é cúmplice dos amantes, e não tem tempo para mim, mas as estrelas, essas brilham incondicionais, me mirando dos céus, ouvindo minha dores e medos, e meu consolo meus desejos, são que as veja todos os dias, incandescente, brilhantes e majestosas, pois enquanto meus olhos e ouvidos tentam  entender seus sussurros, não os ouço, por deus não os ouço.

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