domingo, 9 de novembro de 2014

Eu sou.

Eu sou.
Eu sou um pobre desgraçado.
Um apaixonado renegado.
Que por diversas vezes orou a deus pedindo socorro.
Mas ele me ignorou.
Mas se pensas que peço ajuda apenas ao meu coração, se engana.
Pois o que rogo a deus é uma direção.
Me perdi neste vale.
Nessas encostas escuras.
Onde um vento gelado, percorre desesperado a procura de suas vitimas.
E meu algoz, sequer é o vento.
Meu algoz é meu próprio lamento.
Pois me esqueci onde nasce o sol.
E para onde ele direciona sua luz.
Eu sou o renegado.
Um excomungado.
Traído pela religião que acreditei me ser fiel.
E me deixei levar pelos desejos, e neles me amaldiçoei.
Sendo dominado pelo ciúmes.
Que plantou em mim, osmaiores males da humanidade.
Rancor, posse, inveja, deslealdade.
Enquanto meu coração honrado e sincero.
Renegou o possesso.
Eu me exilei como herege.
E por fim aqui espero.
E dos medos e possessos.

Verdadeiro me libero.

B.M.

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