domingo, 9 de novembro de 2014

Anjo Caído.

Anjo Caído

Eu que anseio pelos céus, cultuo o som do vento em meus ouvidos e o tropel de um coração livre, me mantenho aqui preso no chão, com as asas de uma maldição, pois que seja, são negras as minhas penas, sim, brado aos céus, não sei qual meu pecado mas ainda assim oro pelo perdão.Neste deserto vil, o roncar do relâmpago é o grito desesperado que ecoa em minha garganta, cada gota que cai do céu cinzento como a lamina, de meu carrasco são as lagrimas que me foram negadas, e o próprio desalento a tortura imposta.
Sou...paladino...sim, sou paladino...amaldiçoado...sim, carrego em minhas asas negras a maldição e o medo, em meu coração a esperança, nos meus olhos a luz e na minha alma a vontade de vencer.
Posso ser o arauto das trevas mas não a guardarei, lutarei...vencerei e morrerei para destruí-la.

B.M. 

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