sábado, 8 de novembro de 2014

A Verdade.

A Verdade.
Oi eu queria te contar uma historia, ela é simples, sem mistérios. Ou mesmo grandes personagens, mais mesmo assim com grande chances de ser...Simplesmente  verdadeira. Tudo começou a tempos, Enquanto eu trazia meus segredos, escondidos sobe os olhos, e não me importava, ao menos superficialmente, com o que os outros pensavam, mais lá no fundo, havia um mundo inteiro, cheio de magoa e medos, desejos e sonhos esquecidos e empoeirados.
Eu estava só tentando recomeçar, um lugar novo pra zerar o placar. Eu tentava esconder sob a confiança, e sob os estudos, alguém que não queria que fosse conhecido, um fraco e inibido garoto, cheio de pesares e anseios, e por um tempo funcionou, mas como sempre nessas historias não durou muito, e por fim olha onde estou hoje , aqui escrevendo, segredos conhecidos, mas nunca nem se quer sussurrados. Segredos dos quais tenho medo ,é sou só um cara fraco, um cara sem a coragem de correr atrás do que quer.
Mass de qualquer forma estou me adiantando muito nessa historia, a tempos quando tentava recomeçar, encontrei um caminho novo, não diferente, apenas novo, pra mim ele seguia em direção ao paraíso, em cujas ninfas dançavam a brisa e em cuja o sol, brilhava e reinava sobre as tempestades, mais acho que ate mesmo as tempestades tem suas belezas.
As explosões no céu, em riscos intrincados e luminosos, que explodiam em mim com as palavras afiadas e mortais que ouvi, talvez não para a carne mais para a alma ou o coração, não sei, escolha como achar que deve, ela não era muito diferente, e ate acho que somos parecidos.
Mais as estrelas... Bem, dizem que somos um o inferno do outro, que meu bem, é estar longe, mais outras constelações parecem não concordar, e encistem em nus aproximar... Bem uma em especial, aquela cuja virtude e sagrada e conhecida enamorada, perfeita e linda aos olhos dos deuses que a escolheram como guardiã, com guia e ate mesmo como nosso selo.
Enquanto o tempo passava e eu enganava a todos, inclusive a mim mesmo, me deixei enredar, pela amizade disfarçada, e pela esperança estranha e escondida, nos confins da consciência ou ate mesmo na inocência, também vai depender do ponto de vista é claro.
Não se engane não, não me declaro vitima, mas também não me acho réu, para ser fiel aos meus princípios, não acho que ajam essas posições nessa questão, mais sim agentes descontrolados e descoordenados de um destino sem maestro ou regente, onde as partículas de átomos se movem inesperadamente e sem sentido, unindo-se e separando-se descontroladas.
Mais de qualquer forma não faz diferença. As linhas que escrevi para mostra o que sentia ficaram ocultas sob uma camada de orgulho e imaturidade, talvez ate de medo, pensando bem com certeza medo e desespero, por talvez ser renegado ou afastado, mais por isso, acho, tornei meu peito frio, como um cristal, escondido e protegido por sólidos paredões de rocha trincados e como emaranhadas redes de aço ante intrusos, mas para minha surpresa tal proteção de nada adiantou.
Como poderia, uma princesa, frágil e desprotegida, que me enfeitiçou como uma bruxa com dedos longos, ou uma cobra que hipnotiza sua presa com os olhos, para depois dar o bote certeiro e injetar seu veneno direto nas veias, indo de encontro ao peito e desfalecendo os sentidos.
Mesmo assim me enganei, não fazia ideia das consequências de minha displicência, tão pouco sabia que tal descuido levaria a lacerar o pouco que me restava do coração, e agora, o que posso fazer além de escrever linha após linha na esperança de abafar as batidas desse coração viciado em veneno.
E minhas asas, as asas que usava para alçar voo, viajar nos mundos de sonhos, de vitorias e  glorias inimagináveis, bem essas agora estão presas, acorrentadas e imundas...é aqui mesmo nessa caverna vil, sem mesmo uma coluna de luz que me simbolize as esperanças de outrora sobre as negras penas de maldição que se desprenderam e agora flutuam ao meu redor como lembretes de meu pecado.
E ela... bem continua tão próxima, que é impossível esquece-la, está sempre ao alcance dos olhos, das mãos, do toque e das caricias, mais muito mais longe dos lábios do que posso suportar, e enquanto isso os sentimentos, pairando entre nos, tão palpáveis tão reais.
Mais na verdade acho que tais sentimentos pertencem unicamente a mim, sabe coisa de Platão, a desgraçado por que criastes tão definição. Enquanto eu permaneço sóbrio demais para um homem embriagado de veneno.
E nem mesmo o tribunal, das laminas ou mesmo, um horizonte de rubro  sangue de meus antepassados poderia me dar caminho ou pena de morte, que devo dizer seria um alivio, já que tal distancia faz que o próprio inferno me visite diariamente, ou eu visite-o, não faz diferença qual a ordem das coisas afinal.
Mais de qualquer forma qual o sentido primordial de palavras e sentimentos, e nem mesmo o Cronos poderia definir  o tempo, já que mesmo os deuses se apaixonaram por mortais, e por sinal cometeram pecados tão banais quanto qualquer humanos comum e falho.
Se quiserem me castigar deuses... pela comparação, façam, nem um castigo seria pior que viver mesmo morto em alma e em peito, e acredite entrego de bom grado meu peito a flecha, já que seria esta a misericórdia, ou ate mesmo a um punhal enferrujado, se me permitir shakespere é claro, e Wiliam por favor, me responda foste apaixonado, ou apena só mais um medíocre desgraçado, um renegado, mais pesando bem, ser amado ou não, faz diferença? Amores renegados são as melhores espirações.
Por tanto eu decreto! Somos todos medíocres e desgraçados os renegados e esquecidos por nossos amados e amadas, por tanto somos humanos, essa é uma verdade não dita sobre a humanidade, todos amamos quem não nus ama, e por fim, depois de sofrer o inferno frio e gélido da solidão, vemos que existe um miserável como nós perto o suficiente para nunca telo notado, e em seguida nos apaixonamos.
Mais acreditem, sou a prova, pois há toda regra á exceção, e a eras remontam meu desespero e ainda estou aqui, cativo de minha solidão.
E as vezes creio que tudo que é dela para mim, não passa da farsa de não ter o amor que deseja, por tanto se contenta em brincar, mesmo sem saber que o faz, como meus sentimentos mais secretos e por tanto, o que todos já conhecem, para meu desgosto total, pois ninguém esconde os segredo que os olhos sussurram, principalmente quando olhos de âmbar sugam a pouca luz que ainda existem dentro dos meus.
Pois é essa a verdade, minhas verdades, um código emaranhado de sentimentos e sensações, sem sentido ou foco real, mais ainda assim imune a contestação, e nem mesmo um computador de ultima geração, conseguiria decifras as cifras que só o coração consegue criptografar e organiza ou melhor, embaralhar mais ainda.
Sou eu o que escreve, sou  eu o que sente e sofre, mais não sei se ainda estou vivo? Nem se ao menos há consciência! Mas de qualquer forma sou o eco de outrora, a voz que ainda canta com o vento e confessa a sua cumplice, a chuva! É  a chuva, que por muitas vezes escondeu as lagrimas de meus olhos, sobe seu manto de gotas de cristal.
Ela que me acompanha, um filho do inverno... frio e voraz... Outono é meu nome,  e na marcha dos dias ela se distancia e se aproxima, a filha do verão... ela, a bela dama da vida... Primavera... doce e quente, bela e amável... ela Primavera.


B.M.

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